Perguntas e Respostas

1) O que é oxigenoterapia hiperbárica?
Oxigenoterapia hiperbárica é uma modalidade terapêutica na qual o paciente respira oxigênio puro (100%), enquanto é submetido a uma pressão 2 a 3 vezes a pressão atmosférica ao nível do mar, no interior de uma câmara hiperbárica.
2) O que é câmara hiperbárica?
A câmara hiperbárica consiste em um equipamento médico fechado, resistente à pressão, geralmente de formato cilíndrico e construído de aço ou acrílico e que pode ser pressurizado com ar comprimido ou oxigênio puro. Podem ser de grande porte, acomodando vários pacientes simultaneamente (câmaras multipacientes), ou de tamanho menor, comportando somente um indivíduo (câmaras monopacientes).
3) Como funciona a oxigenoterapia hiperbárica?
A oxigenoterapia hiperbárica provoca um espetacular aumento da quantidade de oxigênio transportada pelo sangue, na ordem de 20 vezes o volume que circula em indivíduos que estão respirando ar ao nível do mar. Nestas condições, o oxigênio produzirá uma série de efeitos de interesse terapêutico, tais como: combate infecções bacterianas e por fungos, compensa a deficiência de oxigênio decorrente de entupimentos de vasos sangüíneos ou destruição dos mesmos, como acontece em casos de esmagamentos e amputações de braços e pernas, normalizando a cicatrização de feridas crônicas e agudas; neutraliza substâncias tóxicas e toxinas, potencializa a ação de alguns antibióticos, tornando-os mais eficientes no combate às infecções e ativa células relacionadas com a cicatrização de feridas complexas.
4) Quanto tempo dura uma sessão de oxigenoterapia hiperbárica?
Na maioria dos protocolos estabelecidos a duração é entre 90 minutoa a 2 horas.
5) Como o oxigênio é administrado pelo paciente?
Através de máscaras e capacetes de plástico apropriados para esta finalidade. Existe ainda a possibilidade, em se tratando de câmaras monopacientes, do paciente respirar o oxigênio diretamente da atmosfera da câmara, quando esta é pressurizada com este gás.
6) Com que frequência devo submeter-me ao tratamento médico?
Como regra geral, o paciente necessita submeter-se a uma sessão diária, 5 a 6 vezes por semana. Em alguns situações, normalmente em casos mais graves e agudos, é necessária, por um curto período de tempo, a aplicação de 2 a 3 sessões diárias, de modo ininterrupto, 7 vezes por semana.
7) Não tenho tempo para submeter-me à 5 sessões semanais. Posso fazer 3 sessões por semana?
Não, desta maneira o tratamento é contraproducente, não se alcançando os resultados almejados.
8) Quantas Sessões de oxigenoterapia hiperbárica são necessárias?
O tratamento de doenças crônicas demanda a aplicação de um número maior de sessões, enquanto que as doenças agudas, tais como as relacionadas com acidentes e traumas, exige a administração de um número menor de sessões. Em média é necessária a aplicação de 30 sessões.
9) Quais são as indicações da oxigenoterapia hiperbárica?
Feridas de difícil cicatrização (como, por exemplo, nas nádegas de pessoas acamadas por um longo período e nos pés de diabéticos); infecções graves com destruição muscular, de pele, ou gordura subcutânea; lesões de bexiga, intestinos, ossos e cérebro, causadas tardiamente por radioterapia; esmagamentos e amputações traumático; infecção crônica dos ossos; procedimentos de cirurgia plástica reparadora, quando se recobre uma ferida com pele ou músculos retirados de outra parte do corpo do próprio paciente, com risco de insucesso; presença de bolhas de ar na corrente sangüínea ("embolia gasosa arterial"), complicação passível de ocorrer após a realização de alguns procedimentos médicos; queimaduras extensas; coleção de pus ou ar no cérebro, causados, respectivamente, por processo infeccioso e trauma.
10) Os planos e seguros de saúde cobram este tratamento?
Sim, a maioria dos Planos e Seguros de Saúde dá cobertura a esta terapia, baseada em estudos que demonstram que a associação deste procedimento ao tratamento convencional diminui custos devido à redução do tempo de internação, emprego de antibióticos e necessidade de cirurgias.
11) O SUS (Serviço Público de Saúde) paga este tratamento?
Até o presente momento, não, mas isto vai acontecer, é uma questão de tempo. Os médicos hiperbáricos vem, há algum tempo, se mobilizando para que esta situação se reverta e, com isto, que a imensa parcela da população brasileira que não possui um plano de saúde, possa se beneficiar deste valioso tratamento.
12) Quais são as contra-indicações para o paciente ser submetido à oxigenoterapia hiperbárica?
Existem contra-indicações absolutas e relativas. As absolutas são aquelas consideradas impeditivas para a realização do tratamento em pauta, pois colocariam a vida do paciente em risco. Dentre elas poderíamos citar a presença de ar entre as pleuras ("pneumotórax") não tratada e o uso prévio de alguns medicamentos para tratamento de câncer ("quimioterápicos"). As contra-indicações relativas não são, a princípio, impeditivas à realização do tratamento, porém impõem cautela em sua administração. Dentre estas contra-indicações, podemos citar: resfriados, sinusites, asma brônquica, bronquites, claustrofobia, história de pneumotórax espontâneo, história de cirurgia torácica ou do aparelho auditivo e lesões pulmonares achadas em exames de imagem (radiografias, tomografia computadorizada ou ressonância magnética). Nas contra-indicações relativas sempre devem ser levados em consideração os riscos e benefícios para expor o paciente ao regime de Oxigenoterapia Hiperbárica.
13) Qual são os efeitos colaterais deste tratamento?
Alguns sinais e sintomas bastante benignos são relatados pelos pacientes. Imediatamente após a sessão o paciente pode referir cansaço ou sonolência, cuja intensidade pode ser bastante variável. Nos raros casos em que o paciente tenha deglutido ar durante o tratamento, poderá sentir necessidade de eliminá-lo sob a forma de arrotos, até 2 horas após o término da sessão. Podem ser notadas alterações passageiras na coloração da pele (principalmente em pacientes com pele clara) as quais tendem a desaparecer progressivamente após o término da sessão. Secura da boca e garganta também pode ocorrer.

Quando a pressão externa crescente, durante a pressurização, não é equilibrada dentro do ouvido ou nos seios da face, o paciente pode sofrer o que se convencionou chamar "barotrauma", caracterizado por diminuição da audição, dor de ouvido ou dor na região correspondente ao seio(s) da face afetado (testa ou a região abaixo dos olhos) e, eventualmente, sangramento pelo nariz ou pelo ouvido. É uma complicação relativamente benigna, mas que obriga o paciente a interromper o tratamento por algum tempo.

A intoxicação do sistema nervoso pelo oxigênio, caracterizada por alterações na visão, audição, tremores, náuseas, tonteira e, incidindo mais raramente, convulsões, pode ocorrer sem aviso prévio em qualquer indivíduo que esteja respirando oxigênio sob pressão. É de natureza benigna e cede em questão de minutos após a interrupção no fornecimento de oxigênio ao paciente, sem deixar seqüelas.

Em tratamentos prolongados podemos observar o aparecimento de miopia (dificuldade para enxergar objetos à distância), que se reverte espontaneamente até 6 semanas após o término do tratamento. Em pacientes idosos, geralmente diabéticos e já portadores de catarata, podemos observar uma piora deste quadro quando o número de sessões administradas for grande, geralmente acima de 60.
14) Quais são as orientações e os cuidados a serem tomados por quem vai ser submetido a sessões de câmara hiperbárica?
As seguintes recomendações são comuns aos pacientes tratados na Câmara Multipaciente e Monopaciente:

Os pacientes deverão utilizar roupas à base de fibras naturais (algodão ou linho), não sendo permitida a entrada de qualquer vestimenta composta de fibras sintéticas (nylon) na câmara hiperbárica (neste caso, os mesmos deverão ser trocados previamente à sessão);

- É vetado o ingresso na câmara de celulares, relógios, equipamentos elétricos em geral, tais como rádios de pilha e "walkmans", "pagers", isqueiros, fósforos, cigarros e afins (cachimbo, charutos, cigarrilhas, etc.), lentes de contacto, próteses auditivas e portadores de marca-passos externos.

- Deverá ser evitado o contato com graxa, óleo, gordura ou álcool antes das sessões. Caso isso ocorra estes materiais deverão ser removidos totalmente da pele antes do paciente entrar na câmara;

- Os pacientes deverão ser orientados a urinar e evacuar antes da entrada na câmara hiperbárica e a informar sobre a ocorrência de vômitos e diarréia;

- Mulheres em idade fértil, com atraso na menstruação e sem uso de método anticoncepcional, deverão informar imediatamente ao médico antes de se iniciar o tratamento. Mulheres em fase menstrual podem entrar na câmara hiperbárica;

- Os pacientes não devem utilizar nenhum tipo de produto na pele, óleos, pomadas ou cremes, mesmo que receitadas por outro profissional médico, sem o consentimento do médico hiperbárico;

- Avisar imediatamente se tiver qualquer alteração no estado geral como: febre, coriza, dor no corpo, erupções na pele. As recomendações prévias ao tratamento hiperbárico são bem mais restritivas quando se trata de câmaras monopaciente, uma vez que estes equipamentos são, na sua maioria, pressurizados com oxigênio puro, o que aumenta o risco de incêndio. Nestes casos, são observadas as seguintes orientações, além das que já foram citadas:

- Retirar calças plásticas com botões e/ou velcro. Quanto ao uso de fraldas plásticas as mesmas deverão ser preferencialmente substituídas por lençóis de algodão durante a sessão;

- Deverá ser removido qualquer tipo de calçado. Só é permitido entrar na câmara hiperbárica com meias 100% algodão;

- Não deverão usar nenhum tipo de maquiagem, gel no cabelo ou produtos a base de álcool. Remover esmalte das unhas. Não utilizar desodorantes ou perfume em excesso;

- Deverão se removidos quaisquer materiais metálicos como brincos, anéis, colares, pulseiras, relógios, óculos, moedas e/ou outros;

- Deverão ser removidas lentes de contato e próteses auditivas;

- Próteses dentárias móveis e/ou metálicas serão removidas a critério médico;

- É vetada a introdução na câmara hiperbárica monopaciente de balas, chicletes, chupetas, brinquedos, livros e revistas;

- Curativos: curativos à base de Povidine Tópico ou Degermante não deverão ser usados no período mínimo de 6-8 horas antes do horário da sessão; aqueles à base de gaze vaselinada ou furacinada, óleos minerais ou vegetais (e/ou outros produtos similares) não são permitidos e deverão ser removidos antes da sessão; curativos nos quais foram empregados colagenase ("Iruxol", "Fibrase", "Kollagenase") e sulfadiazina de prata ("Dermazine" e "Dermacerium") são autorizados.
15) A oxigenoterapia hiperbárica pode substituir o tratamento ocnvencional ao qual venho me submetendo?
Não. Com exceção dos acidentes de mergulho, a terapia hiperbárica é um método de tratamento complementar, que não substitui o tratamento convencional, mas sim o potencializa, tornando-o mais eficiente. Deste modo, medidas tais como antibioticoterapia, cuidados com a ferida e cirurgias, devem sempre ser associadas à oxigenoterapia hiperbárica.
16) Tenho que tirar curativo para descobrir a ferida durante a sessão de oxigenoterapia hiperbárica?
Não, uma vez que o oxigênio é administrado por inalação, alcançando a lesão através da corrente sangüínea.
17) Existe algum medicamento ou alimento que prejudique meu tratamento?
Sim, principalmente a cafeína e a nicotina. Por isso recomenda-se aos pacientes abster-se de bebidas cafeinadas, tais como: café, Coca-Cola, chá, mate, etc., assim como o consumo de tabaco, 1 hora antes das sessões até 1 hora após o seu término. O emprego de alguns medicamentos, tais como os utilizados no tratamento do câncer, deverão ser cuidadosamente analisados antes do início da oxigenoterapia hiperbárica.
18) Tenho que tomar o antibiótico que venho usado por via intravenosa exatamente no horário em que estarei dentro da câmara hiperbárica? É possível a sua aplicação durante a sessão?
Não há nenhum impedimento na administração de medicamentos durante a realização da sessão, por qualquer via (oral, sublingual, intramuscular, endovenosa, etc.).
19) Tenho que me internar para me submeter à oxigenoterapia hiperbárica?
Não, de modo nenhum. 95% dos pacientes que se submetem à oxigenoterapia hiperbárica não estão internados e comparecem ao Serviço de Medicina Hiperbárica diariamente vindos de suas residências. Os demais 5% encontram-se internados devido às enfermidades de que são portadores, as quais demandam cuidados, tais como hidratação venosa ou curativos realizados sob anestesia em centro cirúrgico, que contra-indicam sua permanência em domicílio. O tratamento em regime de internação será sempre recomendado pelo Médico Assistente do paciente.
20) Devo estar em jejum para se realizar submetido a oxigenoterapia hiperbárica?
Não. O paciente que necessitar ser submetido a tratamento com oxigênio hiperbárico não necessita estar em jejum, muito pelo contrário, é desejável, principalmente em se tratando de diabéticos, que estejam fazendo regularmente suas refeições, a fim de que tenham as taxas de açúcar no sangue estáveis.
21) Há necessidade de se realizar algum exame antes de se iniciar o tratamento hiperbárico?
Às vezes sim. Os pacientes com indicação de oxigenoterapia hiperbárica são avaliados e orientados pelo médico hiperbárico quanto aos exames que deverão ser realizados previamente ao início do tratamento hiperbárico, a seu critério. Estes exames visam à avaliação quanto ao estágio atual da enfermidade de que o paciente é portador e servirão como referência para futuras reavaliações do paciente. Eventualmente estes exames serão solicitados para que se avalie a existência de outros problemas de saúde que contra-indiquem as sessões de Oxigenoterapia Hiperbárica. A solicitação destes exames ficará a cargo do médico hiperbárico ou do médico assistente do paciente.
22) Vou iniciar o tratamento hoje na câmara multipaciente e estou com medo. Se eu quiser sair, haverá necessidade de interromper o tratamento dos demais pacientes?
Não, você poderá ser retirado do equipamento através de compartimento acessório conjugado ao compartimento principal onde o tratamento está sendo efetuado, sem interferir no andamento da sessão dos demais pacientes.
23) Tenho dificuldade em permanecer sentado durante o tempo estimado de duração da sessão; posso fazer a sessão deitado?
Sim, os pacientes que estão incapacitados de sentar, podem se submeter ao tratamento deitados.
24) Gostaria de fazer o tratamento hiperbárico sentado, porém a perna onde a ferida se localiza lateja muito quando fica apoiada no chão. É possível mantê-la na posição horizontal?
Sim, utiliza-se nesses casos um apoio regulável para a(s) perna(s) que apresenta(m) problema(s).
25) O fato de ser hipertenso contra-indica a oxigenoterapia hiperbárica?
Não. Os pacientes portadores de pressão alta podem ser submetidos à oxigenoterapia hiperbárica, devendo manter o esquema de tratamento prescrito pelo seu médico assistente.
26) Me disseram que o tratamento hiperbárico estimula células que fazem parte do processo de cicatrização. Receio que este tratamento possa estimular as células cancerígenas do tumor, ajudando a espalhar o câncer em meu organismo. Tem fundamento meu medo?
Não. Este assunto já debatido exaustivamente e concluiu-se, baseado em extensas pesquisas científicas, que o oxigênio administrado sob pressão não estimula o crescimento de tumores, quer sejam malignos ou benignos.
27) Qual é a sensação do paciente dentro da câmera hiperbárica?
Quando alguém está sendo submetido a um ambiente de maior pressão que aquela observada ao nível do mar, em câmara hiperbárica, sente os mesmos efeitos do mergulho no fundo do mar, pois a variação de pressão para mais é comum às duas atividades.

O sintoma mais comumente observado relaciona-se com o aparecimento de sensação de diminuição da audição, como quando uma pessoa se desloca de um local situado na montanha para outro localizado em uma planície ("desce a serra"), a qual pode ser perfeitamente evitada e/ou controlada através de manobras próprias realizadas pelo paciente no interior da câmara. Durante a pressurização ocorre o aumento da temperatura no interior da câmara hiperbárica, sendo que na despressurização observa-se o contrário, tendo-se a sensação de que o ambiente subitamente passou a ser refrigerado. O timbre da voz das pessoas submetidas a esta condição se altera ligeiramente e, curiosamente, não se consegue assobiar nestas circunstâncias.
28) Sinto-me angustiado quando estou dentro de um elevador ou qualquer lugar fechado. Conseguirei permanecer no interior do equipamento todo o tempo?
A maioria das pessoas que relatam sintomas como os descritos conseguem se submeter à oxigenoterapia hiperbárica. No entanto, em alguns casos esta dificuldade pode ser mais severa, tornando mais difícil ou mesmo inviabilizando o tratamento. Nesta situação pode ser necessário o emprego de sedação, mediante a anuência do paciente, considerando-se sempre a relação risco X benefício.
29) Caso me sinta mal dentro da câmara, o que pode ser feito?
As sessões de oxigenoterapia hiperbárica são mandatoriamente monitoradas por um médico hiperbárico, familiarizado com esta terapia que, em casos de urgência, tomará as medidas necessárias para a rápida identificação e resolução do(s) problema(s) apresentado(s), interrompendo, se preciso for, o seu tratamento.
30) Os pacientes que acabaram de concluir a sessão podem deixar o Serviço de medicina hiperbárica sozinhos, dirigindo seus próprios carros, ou necessitam de um acompanhante que os vigie e assuma a direção?
Sim, submeter-se à terapia hiperbárica não impede o paciente de dirigir. No entanto, o mesmo deverá sempre ser orientado a informar de qualquer alteração que esteja ocorrendo, a qual poderá afastá-lo temporariamente de certas atividades (inclusive direção) se estas manifestações forem exuberantes.
31) Os pacientes que tiveram alta melhorados ou curados pela terapia hiperbárica podem voltar a apresentar o mesmo problema?
Sim, pois o tratamento hiperbárico não trata usualmente a doença básica de que o paciente é portador, e sim suas complicações. Caso não se tomem os cuidados necessários com relação ao controle da doença de base, os sinais e sintomas que deram origem à indicação da terapia hiperbárica podem reaparecer.
32) Ouvi falar que a oxigenoterapia hiperbárica combate a celulite. É verdade?
Não. A oxigenoterapia hiperbárica só é indicada nos casos de celulite-infecção, doença de extrema gravidade da camada de gordura subcutânea, que induz àqueles que a contraem, risco de complicações severas. Embora possua o mesmo nome, o que suscita confusão, a celulite objeto de angústia por parte das mulheres caracteriza-se pela existência de um processo inflamatório crônico, que acomete estas mesmas células, dando à pele a aparência característica de casca de laranja, esteticamente indesejável, porém benigno.
33) Li, há alguns anos atrás, que o Michael Jackson dormia em uma câmera hiperbárica com o intuito de viver 300 anos. Tem fundamento?
Não. Este fato foi, na época, amplamente divulgado, abalando a credibilidade do método terapêutico e dos profissionais da área de saúde que a ele se dedicavam. Não existe respaldo na literatura médica para a aplicação do oxigênio hiperbárico para tal fim, assim como para qualquer finalidade estética.
34) Há quanto tempo utiliza-se a Medicina Hiperbárica?
O uso da Medicina Hiperbárica situa-se na história há mais de meio século como uma terapia eficiente e diferenciada, com sucesso e embasamento científico comprovado para muitas doenças.
35) Quais são os países que já empregam esta modalidade terapêutica?
A oxigenoterapia hiperbárica é utilizado em vários países: Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Itália, França, Rússia, Japão, China, Coréia do Sul, Austrália, Cuba, México, Argentina, entre outros.
36) A oxigenoterapia hiperbárica é um método terapêutico reconhecido no Brasil pelos órgãos competentes?
Sim. A oxigenoterapia hiperbárica encontra-se regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina desde 1995 através da Resolução nº 1.457. Esta regulamentação define quais são as doenças tratadas com este método e norteiam a sua prática e a cobertura deste tratamento pelos planos e seguros de saúde.
37) A oxigenoterapia hiperbárica pode curar câncer ou AIDS?
Não. Em virtude da eficiência deste método terapêutico na resolução de várias doenças, a oxigenoterapia hiperbárica já foi objeto de extensos estudos quanto ao seu emprego no combate a diversas patologias graves, incuráveis ou de difícil resolução, tendo se mostrada inócua no tratamento do câncer, AIDS e diversas outras doenças com as características já mencionadas.